quinta-feira, 20 de julho de 2017

Loures entrega petição no parlamento para exigir expansão do metro ao concelho

19/7/2017 - Observador

A Câmara Municipal de Loures vai entregar na quinta-feira no parlamento uma petição, com mais de 25 mil assinaturas, para reivindicar a expansão do metro às cidades de Loures e Sacavém.

A petição foi lançada no dia 1 de junho, em formato online e papel, e recolheu até esta quarta-feira mais de 25 mil assinaturas.

MIGUEL A. LOPES/LUSA

A Câmara Municipal de Loures vai entregar na quinta-feira no parlamento uma petição, com mais de 25 mil assinaturas, para reivindicar a expansão do metro às cidades de Loures e Sacavém, foi anunciado esta quarta-feira pela autarquia.

A petição foi lançada no dia 1 de junho, em formato online e papel, e recolheu até esta quarta-feira mais de 25 mil assinaturas.

No documento, a Câmara Municipal de Loures e a população do concelho exigem a concretização da extensão do Metropolitano para o concelho, através da criação de estações em Santo António dos Cavaleiros, Loures, Infantado, Portela e Sacavém.

Em declarações à agência Lusa, o presidente da Câmara Municipal de Loures, Bernardino Soares (CDU), congratulou-se com o “êxito desta iniciativa” e manifestou-se otimista quanto a um possível alargamento da rede do metropolitano ao concelho.

Esta dimensão em tão pouco tempo mostra que a reivindicação que temos feito é amplamente sufragada pela população do concelho de Loures. Não é mais possível ignorar as necessidades de expandir o metro”, afirmou o autarca.
Bernardino Soares explicou que uma das cópias da petição será entregue na Assembleia da República e a outra ao Governo.

Tendo em conta o número de assinaturas, a petição está em condições de ser discutida em plenário da Assembleia da República. Esperamos que isso seja feito o mais rapidamente possível”, atestou.

Um dos argumentos utilizados pela Câmara Municipal de Loures é que uma ligação de metro entre esta cidade e a de Lisboa iria contribuir para descongestionar o tráfego automóvel que entra todos os dias na capital.

As reivindicações da Câmara Municipal de Loures surgem na sequência do anúncio que foi feito em maio pelo Governo de que o Metropolitano de Lisboa iria ter mais duas estações até 2022 – Estrela e Santos, estando previstas também estações nas Amoreiras e em Campo de Ourique, embora nestes dois casos sem uma data prevista de conclusão.

De acordo com o plano de desenvolvimento operacional da rede, está previsto o prolongamento da Linha Amarela do Rato ao Cais do Sodré, com duas novas estações na Estrela e em Santos.

O custo desta obra é de 216 milhões de euros, com recurso a fundos comunitários e a empréstimo no BEI – Banco Europeu de Investimento.

sábado, 8 de julho de 2017

Carris lança carreiras da rede de bairros na terça-feira

07/07/2017 - Economia Online

A Carris lança na terça-feira as primeiras duas carreiras no âmbito do projeto da "Rede de Bairros" de Lisboa, prevendo a conclusão da nova rede em 2019, anunciou hoje a operadora.

Em comunicado, a Carris, sob alçada da Câmara de Lisboa desde fevereiro, adianta que as duas primeiras carreiras vão operar em Marvila, sendo a “primeira vez em 17 anos que são lançadas novas carreiras de autocarros”.

“Trata-se de um conjunto de novas carreiras que pretende reforçar a mobilidade local, criando complementaridade à rede já operada pela Carris. Estas novas linhas procuram gerar maior proximidade às infraestruturas mais importantes dos bairros, como escolas, centros de saúde, mercados e estações de metro“, explica a Carris.

Além das duas carreiras de Marvila, vão ser integradas no projeto duas linhas já existentes, mas que tiveram os seus trajetos revistos: o 779 nos Olivais, que passa a 29B, e o 757 em Santa Clara, que fica com a designação de 40B. No Parque das Nações, o 400 também passa a integrar esta rede, como 26B, devendo o seu percurso ser reformulado em setembro.

As carreiras de bairro vão funcionar sete dias por semana, entre as 07:00 e as 22:00, com uma frequência de 30 minutos nos dias úteis e de hora a hora aos fins de semana.

Todos os títulos de transporte existentes na Carris são válidos para os novos percursos e será criado um passe especifico, que terá um custo de 10 euros por cada 30 dias.

No comunicado, a operador adianta que o objetivo é lançar, pelo menos, uma carreira de bairro por freguesia, prevendo a conclusão da rede em 2019.

A Câmara de Lisboa debateu no final do mês de junho a introdução de quatro carreiras na Carris no âmbito desta rede, prevendo que até ao final do ano de 2018 todas as 21 linhas propostas possam estar em pleno funcionamento.

Os vereadores do PCP, CDS-PP e PSD consideraram que a introdução destes quatro percursos não melhora o funcionamento da rodoviária porque não responde às necessidades dos munícipes.

sábado, 24 de junho de 2017

Bruxelas aprova quase 90 milhões para financiar linha ferroviária entre Sines e Espanha

23/6/2017 - Observador

A Comissão Europeia anunciou a aprovação de 89,5 milhões de euros para financiar a construção do Corredor Internacional Sul, uma das ligações previstas no Plano Ferrovia 2020.

A Comissão Europeia anunciou esta sexta-feira a aprovação de 89,5 milhões de euros para financiar a construção do Corredor Internacional Sul, que ligará Sines à fronteira do Caia, uma das ligações previstas no Plano Ferrovia 2020, segundo o Governo.

Para o Ministério do Planeamento e das Infraestruturas, este corredor, que ligará Sines e Fronteira, é um dos “projetos mais importantes” para o Plano Ferrovia 2020.

Com este financiamento, ascende a 600 milhões de euros o contributo total do Mecanismo Interligar a Europa (CEF Geral e Coesão) para o Plano Ferrovia 2020″, adianta a tutela.

As obras do troço Elvas – Fronteira, cujo concurso já foi lançado, devem iniciar-se até ao final do ano, “altura em que será posto a concurso o troço com maior investimento, que ligará Évora a Elvas”.

A Comissão Europeia anunciou também um financiamento de 1,5 milhões de euros para o troço final da A25, entre Vilar Formoso e a fronteira, de acordo com o ministério.

Estes projetos estão incluídos num pacote de 2.700 milhões de euros para 152 projetos de transportes, em apoio à mobilidade competitiva, limpa e interligada na Europa, ao abrigo do Mecanismo Interligar a Europa, a estrutura financeira da UE que apoia as redes de infraestruturas.

Este investimento não só modernizará a rede de transportes europeia, mas também virá estimular a atividade económica e promover a criação de emprego”, afirma a Comissão Europeia.

A fatia mais avultada do financiamento destina-se a desenvolver a rede ferroviária europeia (1,8 mil milhões de euros), a descarbonização e a atualização dos transportes rodoviários, bem como os sistemas de transportes inteligentes (359,2 milhões de euros), assim como a implantar sistemas de gestão do tráfego aéreo (311,3 milhões de euros).

quinta-feira, 22 de junho de 2017

Plataforma ferroviária da Guarda é "o maior projeto" das próximas décadas - Álvaro Amaro

21/06/2017 - Diário de Notícias

O presidente da Câmara da Guarda, Álvaro Amaro, considerou hoje que a futura plataforma ferroviária local, criada com a modernização das linhas da Beira Alta e da Beira Baixa, será "o maior projeto" na zona nas próximas décadas.

"[...] Estamos na presença do maior projeto para a Guarda das próximas décadas e eu não gostaria que a Guarda o desperdiçasse, por isso vale a pena discuti-lo, vale a pena debatê-lo", disse o autarca na abertura de mais uma sessão das Conferências da Guarda, sobre "Distribuição e Logística - Nó Ferroviário da Guarda".

Segundo Álvaro Amaro, com as obras de modernização da Linha da Beira Alta e de modernização e eletrificação da Linha da Beira Baixa, entre as cidades da Covilhã e da Guarda, será criado "o nó ferroviário da Guarda" ou, como designou o autarca, "a plataforma ferroviária da Guarda", com a ferrovia a "passar a ser, e bem, um instrumento fundamental do desenvolvimento das próprias regiões".

Estas obras ficarão concluídas até 2022, até ao fim do programa Portugal 2020 (com fundos comunitários).

"Nós [Guarda] estamos no coração deste [plano de] entrelinhas ferroviárias que nos permitirá passar a ser uma cidade e, no fundo, uma capital sub-regional, uma capital de uma sub-região, que acaba por enriquecer muito a região Centro e com isso, naturalmente, o país", considerou.

O autarca espera que o projeto possa ser "a tal alavanca" para que "mais empresas se possam fixar" no território.

A conferência "Distribuição e Logística - Nó Ferroviário da Guarda", que decorre hoje na sala António de Almeida Santos, no edifício dos Paços do Concelho da Guarda, é promovida pela autarquia em colaboração com a Transportes em Revista, publicação dedicada à logística e ao transporte.

Segundo a organização, participam nos trabalhos autarcas, empresários, agentes económicos, gestores públicos e operadores nas áreas dos transportes e da logística.

Durante os trabalhos são discutidos os temas "Guarda: hub ibérico de distribuição de mercadorias", "Importância estratégica da Guarda nas cadeias de transporte e logística" e "Oportunidades de desenvolvimento económico no interior norte".

segunda-feira, 19 de junho de 2017

Novo centro comercial do IKEA no Algarve cria 3000 empregos

18/06/2017 - Expresso


O complexo abrange uma loja IKEA (de portas abertas desde março), um centro comercial a abrir em setembro e um designer outlet que será inaugurado em finais de outubro


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sábado, 17 de junho de 2017

Concurso para ferrovia Évora-Elvas avança este ano - ministro

16/06/2017 - Diário de Notícias

O ministro do Planeamento e das Infraestruturas, Pedro Marques, reiterou hoje a intenção do governo de avançar este ano com o concurso para o troço entre Évora e Elvas, integrado na ligação ferroviária de mercadorias Sines-Caia.

Falando numa conferência dedicada ao turismo náutico, hoje em Sines, no distrito de Setúbal, Pedro Marques disse esperar "até ao final deste ano, no máximo no primeiro trimestre do próximo ano, lançar o concurso" para "o troço ferroviário entre Évora e Elvas".

"Esse, sim, [é um troço] absolutamente estruturante da grande ligação que está em falta no nosso corredor Sul. É aliás uma das mais importantes ligações que estão em falta na ferrovia europeia, que é exatamente o troço ferroviário entre Évora e Elvas", afirmou.

Pedro Marques lembrou que o concurso para a reabilitação ferroviária entre Elvas e a fronteira do Caia, o troço mais pequeno, já foi lançado.

O investimento na ferrovia Sines-Caia, a concretizar "até 2020 ou 2021", implica ainda, segundo o ministro, "o posterior lançamento de uma grande empreitada de reabilitação de todo o troço" entre Sines e Grândola, que "é também uma zona que é hoje um condicionante forte à competitividade da ligação ferroviária" ao porto de Sines.

Pedro Marques reafirmou que a ligação Sines-Caia "é um dos mais importantes investimentos" a "realizar no âmbito do Plano Nacional da Ferrovia 2020, até porque, lembrou, Sines "é o mais importante porto do país neste momento".

Esta "é uma aposta muito grande na ligação ferroviária de Sines à Europa" e na "competitividade deste porto", em "completa sintonia com o investimento nacional e o investimento a realizar pelos nossos parceiros internacionais neste porto", disse, referindo-se à ampliação do terminal de contentores e à construção de um segundo.

O ministro do Planeamento e das Infraestruturas falava em Sines, na abertura de uma conferência sobre turismo náutico, no auditório da Administração dos Portos de Sines e do Algarve (APS), que marcou o início da Feira do Mar, um certame de três dias promovido na cidade alentejana, pela câmara municipal em conjunto com o Sines Tecnopolo, para promover a economia do mar.

Pedro Marques destacou, por outro lado, a importância de diversificar as atividades económicas, considerando Sines, que concilia o desenvolvimento portuário, logístico e industrial, um bom exemplo disso, com a aposta no turismo.

Sines "tem que ser cada vez mais um território também de turismo, de qualidade de vida, de vida urbana e, diversificando as suas atividades económicas também se torna num território mais competitivo e que garante mais bem-estar aos seus cidadãos", disse, exemplificando com a aposta no turismo náutico.

"O turismo náutico e as atividades marítimas são obviamente um grande exemplo do tipo de atividades que se podem desenvolver para diversificar e até para também retirar sazonalidade e isso obviamente é muito importante neste território", sublinhou.

Ainda no concelho de Sines, o ministro do Planeamento e das Infraestruturas deslocou-se a Porto Covo para inaugurar a obra de requalificação da Praia Grande da aldeia turística, uma empreitada que consistiu, segundo divulgou o município, na pavimentação do parque de estacionamento, na criação de passeios e na instalação de pérgulas.

O projeto, desenvolvido no âmbito do Plano Estratégico de Desenvolvimento Urbano, representou um investimento de perto de 350 mil euros, com cofinanciamento comunitário de 85%.

quinta-feira, 15 de junho de 2017

Aeroporto de Lisboa cresce 21% e bate recorde com cinco milhões de passageiros

15/06/2017 - Público (Portugal)

Crescimento no primeiro trimestre foi seguido de perto pelo Porto. De acordo com os dados do regulador, a Anac, nenhum aeroporto nacional teve uma subida inferior a 10%

Luís Villalobos

Com a estratégia de ponte área entre Porto e Lisboa, retirando voos internacionais da cidade nortenha em detrimento da capital, a TAP mudou também a ordem de importância das principais rotas.
Com a estratégia de ponte área entre Porto e Lisboa, retirando voos internacionais da cidade nortenha em detrimento da capital, a TAP mudou também a ordem de importância das principais rotas. RUI GAUDÊNCIO

Os aeroportos nacionais voltaram a registar uma subida nos três primeiros meses do ano, com o número total de passageiros a ultrapassar os oito milhões (8.434.922), valor que representa uma subida de 18% face a idêntico período de 2016. De acordo com os dados agora disponibilizados pelo regulador do sector, a Anac, a maior variação de passageiros ocorreu em Lisboa, ao crescer 21%, o que fez o aeroporto da capital ultrapassar a fasquia dos cinco milhões (5.180.491).

Esta é a subida mais acentuada desde 2008, ano em que a Anac começou a disponibilizar os dados. E, para se ter uma ideia do crescimento, o número de passageiros que circularam pela aeroporto de Lisboa entre Janeiro e Março deste ano é superior ao total registado nesse espaço temporal em todos os aeroportos nacional, geridos pela ANA (do grupo francês Vinci) em 2012.

De resto, verifica-se uma tendência de subida que não é interrompida há oito anos (dados da ANAC mostram uma quebra em 2009, na sequência da crise financeira global). No aeroporto de Lisboa, o domínio é da TAP, com uma quota de 51%, seguindo-se a Ryanair (12%) e a Easyjet (9%).

No caso do Porto, o crescimento foi também bastante expressivo, de 19,9%, passando uma nova barreira, a dos dois milhões de passageiros (2.125.629). Neste caso, quem domina é a irlandesa Ryanair (40%, cabendo 17% do mercado à TAP e 15% à Easyjet).

Com a estratégia de ponte área entre Porto e Lisboa, retirando voos internacionais da cidade nortenha em detrimento da capital, a TAP mudou também a ordem de importância das principais rotas. O maior número de movimentos cabe agora à rota Porto/Lisboa (4,5% do total), que supera assim a de Lisboa/Madrid (3,4%).

Já na Madeira, a Easyjet conquistou a primazia em clientes, com 18%, cabendo 15% à TAP (18% no primeiro trimestre de 2016). Aqui, o crescimento em passageiros no período em análise foi de 10,09%, o menos expressivo de todos (Faro registou uma subida de 11,5% e Ponta Delgada, de onde a Easyjet já disse que ia sair em Outubro, 18,5%).

De acordo com os dados da ANAC, o crescimento nas infra-estruturas aeroportuárias foi impulsionado tanto pelo segmento doméstico como pelo internacional (espaço europeu sem fronteiras e segmento internacional). Do número total de 8,4 milhões de passageiros, 88% são estrangeiros.

Além do reforço de ligações (e algumas saídas, como a da Everjets no Funchal) houve neste período a entrada de companhias como a Azul, em Lisboa (futuro accionista da TAP, está a fazer a ligação a São Paulo em regime de codeshare), e a da Wizzair, no Porto (com ligação a Budapeste e Varsóvia).

Num contexto de forte concorrência entre companhias áreas, o aeroporto de Lisboa depara-se com desafios de crescimento, que irão permanecer até à abertura de uma nova infra-estrutura. A solução defendida pela ANA e pelo Governo aponta para o Montijo como complemento (Portela+1), mas, até à sua abertura, prevista para 2021, haverá constrangimentos a mais movimentos, e a novos crescimentos do número de passageiros a dois dígitos.