quinta-feira, 22 de julho de 2010

Vai nascer uma nova Alcântara, menos dependente do carro

7/22/2010 - Carris Lisboa



A Câmara Municipal de Lisboa aprovou ontem o Plano de Urbanização de Alcântara, que prevê a diminuição do fluxo automóvel através de uma nova estação de comboio, que unirá a Linha de Cascais à Linha de Cintura, e um metro ligeiro até Campo de Ourique.

Alcântara vai passar a ser, finalmente, uma parte do miolo da cidade e acabamos com um impasse em que deixámos muitos investidores durante anos”, explicou ontem o presidente da Câmara de Lisboa, António Costa, depois da aprovação do novo plano para Alcântara.

O projecto foi desenvolvido por uma equipa orientada pelo arquitecto Manuel Fernandes de Sá e prevê a união da Linha de Cascais e da Linha de Cintura com uma estação a construir no bairro do Alvito.

Assim, a estação de Alcântara-Mar será “enterrada” e a de Alcântara-Terra reformulada, com interfaces intermodais. Ainda segundo explica o Público, haverá então uma ligação de metro ligeiro entre o Alvito e Campo de Ourique (Rua Maria Pia), que chegará depois à Estrela. Aqui, encontrará a Linha Vermelha do Metro, através da extensão da rede.

Mas há mais: a fazer a encosta do Alvito, haverá um meio mecânico que ligará esta estação à Baixa de Alcântara. Aqui, voltará a ser construída uma rotunda, mas que já não levará o trânsito à Ponte 25 de Abril.

Assim, o actual acesso à ponte ficará para veículos prioritários e transportes públicos, sendo construído um novo ramal na Avenida de Ceuta e que contornará a norte a estação de tratamento de águas residuais que está a ser construída.

Haverá também a abertura de um túnel entre a Avenida de Brasília e a 24 de Julho, pelo que será desmontado o viaduto da Infante Santo.

Este projecto, que prevê também viadutos pedonais e cicláveis, seguirá agora para a Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional de Lisboa e Vale do Tejo, indo depois para consulta pública.

O Publico explica também que esta nova Alcântara depende agora da vontade do Governo, da Refer e do orçamento de ambos.

Para além de “distribuir” – e não canalizar – o trânsito, a nova Alcântara terá mais residências, emprego e até um hospital privado. O objectivo é criar uma nova centralidade na zona. Leia o artigo do Público

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