segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Em 2011, Lisboa terá já 687 pontos de carregamento para veículos eléctricos

11/22/2010 - Carris - Menos um carro

A cidade de Lisboa prepara-se para ser “invadida” por 687 pontos de carregamento de veículos eléctricos. E já no próximo ano, segundo noticiou ontem o jornal Público.

De acordo com o diário, dos 1300 pontos de carregamento de veículos eléctricos que serão instalados em Portugal, 687 serão em Lisboa. O motivo – segundo especialistas – passa por “dar segurança a quem estiver a pensar comprar um dos primeiros carros movidos a electricidade”.

O trabalho de definir os locais onde serão instalados entes pontos de carregamento envolve a Agência Municipal de Energia e Ambiente (Lisboa E-Nova), a EMEL e o Instituto Superior Técnico e segundo o próprio Tiago Farias, um dos vogais do conselho de administração da EMEL, irá modificar a actividade desta empresa.

Isto porque há centenas de lugares de estacionamento na via pública - e que hoje são tarifados - que irão converter-se em pontos de carregamento de veículos eléctricos.

Mais: o surgimento de 687 novos obstáculos nos passeios de Lisboa irá tornar estes locais ainda mais caóticos. Estes passeios que, já por si, estão já tão cheios de parquímetros, sinalética variada e outros equipamentos.

“É desagradável para o espaço público”, admitiu ao jornal Público o director técnico e financeiro da Lisboa E-Nova, Miguel Águas.

“É um disparate neste momento, porque não há procura para isso”, afirma por sua vez Fernando Nunes da Silva, vereador da Câmara de Lisboa com o pelouro da mobilidade.

Segundo Nunes da Silva, numa primeira fase o sucesso dos veículos eléctricos deveria ser feito à custa de sistemas de car sharing, devido ao elevado preço de venda destes carros quando comparados com o preço de um automóvel convencional.

Finalmente, explica o Público, existe ainda o receio de que, a par do esforço para que os novos veículos substituam os convencionais – mais ruidosos e poluentes – no futuro exista uma cidade ainda mais congestionada que a actual.

Ou seja, no futuro, teremos provavelmente uma Lisboa menos ruidosa e poluida. Mas a que custo?

Leia o resto do artigo do Público. 
 

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