terça-feira, 19 de setembro de 2017

O BRT é essencial para a requalificação urbana do Montijo

18/09/2017 - Diário da Região (Portugal)

Joao Figueiredo
Joao Figueiredo
Engenheiro Civil de Vias de Comunicação e Transportes

O Concelho do Montijo teve um aumento de cerca de 42% da sua população entre os Censos de 1991, em que possuía 36 038 habitantes, para os últimos Censos de 2011 em que registou 51 222 habitantes, o que se explica pela abertura ao trafego da Ponte Vasco da Gama.

É já no próximo ano que esta infraestrutura faz 20 anos, período no qual o Montijo teve a maior expansão urbana de sempre, mas incompreensivelmente o centro da cidade registou o seu maior envelhecimento, degradação e abandono. Hoje é um conjunto habitacional com inúmeros edifícios em ruinas, antigas áreas industriais totalmente obsoletas, e uma frente ribeirinha de vários quilómetros, em que pouco mais é do que um parque de estacionamento.

A falta de uma estratégia municipal de crescimento económico e urbanístico sustentável fez com que os novos habitantes apenas se desloquem entre as suas casas e a Ponte, criando uma cidade sem vida própria, sem centro económico, sem ponto de encontro social, não originando laços na população, não propiciando qualquer sentimento de identidade. No entanto, apesar desta realidade Nuno Canta insiste que o “Montijo é a Cidade Mais Atrativa de Portugal Continental”.

Mas Montijenses, é perfeitamente possível de reverter a degradação urbana da nossa cidade, nomeadamente através das Estratégias de Mobilidade e de Requalificação Urbana que a Coligação Muito Mais Montijo, liderada pelo candidato João Afonso, apresenta no seu Programa Estratégico, que pode ser consultado em www.joaoafonso2017.pt/programa-estrategico. Este Programa teve o suporte técnico de diversos especialistas, que delinearam um plano de requalificação urbana assente num conjunto de investimentos públicos em novos equipamentos para a população. Estes irão localizar-se nas zonas centrais e mais degradas da cidade, como vai ser o caso do BRT e a nova Estação de Mobilidade, o novo Hospital, as novas instalações da Câmara Municipal, e novas áreas de lazer na frente ribeirinha. Este plano segue os mesmos princípios técnicos aplicados à requalificação da zona oriental de Lisboa, em que foram os investimentos públicos que perduraram para lá da Expo 98, como por exemplo a Gare do Oriente e o Metro, que permitiram atrair um enorme conjunto de empresas e moradores para o Parque das Nações.

Neste sentido, o BRT será a espinha dorsal do plano de requalificação urbana do Montijo, em que aproveitando o antigo canal ferroviário, revolucionará as zonas mais degradas e centrais da cidade. O BRT será finalmente a solução que resolverá os problemas de mobilidade e de falta de atratividade do centro do Montijo, resultantes da transferência dos barcos da Transtejo para o Seixalinho. Ao efetuar em 7 minutos uma ligação direta entre o Montijo e os barcos, voltará a permitir em pouco mais de meia hora unir em transportes públicos os Centros de Lisboa e Montijo. Este fator será determinante na valorização do território e das propriedades dos Montijenses, um acelerador na captação de novos moradores e investimentos privados, dando um fortíssimo estímulo à urgentíssima reabilitação urbana do Montijo.

Acresce ainda, que não vale a pena ter ilusões quanto à possibilidade do regresso ao passado dos barcos no Cais dos Vapores, conforme consta do programa eleitoral da CDU. Esta é uma decisão que não compete à Câmara Municipal, mas sim ao Governo. E caso os estudos de impacte ambiental aprovem a construção do novo aeroporto na Base Aérea nº6, jamais o Governo irá decidir nesse sentido.

Pelo que a solução de futuro é o BRT, que será complementado com circuitos mini bus no Montijo, Afonsoeiro, Atalaia, Alto Estanqueiro, Jardia e Sarilhos, um serviço de transporte a pedido para Pegões e Canha, e uma rede de ciclovias no centro da cidade associadas a um novo serviço de bikesharing (rede de bicicletas partilhadas). Além de que é tecnicamente bastante flexível para eventualmente se articular com o novo aeroporto e os comboios no Pinhal Novo.

No passado e presente, Comunistas e Nuno Canta através de sucessivos mandatos autárquicos, já provaram não serem capazes de transformar o Montijo numa terra de futuro. Não podemos perder mais tempo, continuar com mais do mesmo, e voltar a desperdiçar oportunidades históricas como foi o caso da Ponte Vasco da Gama.

Chegou a hora de confiarmos numa nova equipa, tecnicamente habilitada, dinâmica, jovem e cheia de garra para governar a cidade, capaz de devolver o protagonismo ao Montijo construindo uma nova centralidade.

Chegou a hora de querermos mais, muito mais Montijo, dia 1 de Outubro será essencial o seu voto de confiança nas propostas da Coligação Muito Mais Montijo.

Chegou a hora da mudança!

quarta-feira, 9 de agosto de 2017

TAP atingiu recordes com 1,4 milhões de passageiros

09/08/2017 - Sábado

A transportadora aérea teve em Julho o seu melhor mês de sempre, com mais 21% face a igual período de 2016, e registou uma ocupação de 86,3%

TAP atingiu recordes com 1,4 milhões de passageiros
Foto: David Martins

A TAP transportou 1,4 milhões de passageiros em Julho, o melhor mês de sempre, com mais 21% face a igual período de 2016, e registou uma ocupação de 86,3%, igualmente um recorde, anunciou hoje a empresa.

A companhia aérea transportou mais 247.525 passageiros que em Julho de 2016, tendo atingido dia 29 o maior número num só dia, com 49.621 viajantes transportados, refere um comunicado agora divulgado. 

A taxa de ocupação atingiu 86,3%, o que representa um novo recorde, ao aumentar 3,3 pontos percentuais na comparação com o desempenho de Julho do ano anterior.

No primeiro semestre, "a companhia transportou já mais 1,6 milhões de passageiros" que no período homólogo do ano passado, sintetizou a TAP.

O mercado que mais cresceu em Julho foi o europeu, com uma subida de 152 mil passageiros relativamente ao ano anterior.

Na Europa, a empresa destaca as subidas de tráfego dos mercados de Espanha, com mais 42,8%, Reino Unido (30,7%) e Alemanha (27,9%).

Os mercados da República Checa e Hungria, "impulsionados pela abertura da rota de Budapeste", cresceram globalmente 138%, com um total de 20 mil passageiros transportados, aponta a companhia aérea portuguesa.

No mercado interno, é realçado o aumento de 74% no número de passageiros transportados para os Açores, o que se traduziu em mais 17 mil a viajarem nas rotas da TAP para o arquipélago. 

Na análise das taxas de ocupação (load factor), a TAP especificou que o valor mais alto registou-se no mercado da América do Sul, com 91,2% de ocupação dos voos, uma subida de 4,6 pontos percentuais face a Julho de 2016. 

A África apresentou igualmente um acréscimo, mas de 6,4 pontos percentuais face ao ano passado, com uma ocupação de 82%.

terça-feira, 25 de julho de 2017

Nova estação de metro para Outlet de Vila do Conde abre este mês

24/07/2017 - Diário de Notícias

A VC Modivas Outlet é o nome da nova estação da linha Vermelha da Metro do Porto, em Vila do Conde que abre ao público até ao final deste mês, anunciou hoje a empresa pública.

"Estamos mesmo por dias para que ela possa entrar em funcionamento, portanto eu diria que durante esta semana, muito provavelmente, ela irá abrir ao público", declarou à Lusa Jorge Delgado, à margem da Assembleia-geral da Metro do Porto, onde foi aprovado pelos acionistas o Relatório de Contas de 2016.

O concurso público para a nova estação de Modivas Norte, a 82.ª da rede do Metro do Porto, foi lançado em outubro de 2016 com o objetivo de servir diretamente o centro comercial Outlet de Vila do Conde, estimando-se que venha a gerar um acréscimo de procura superior a "dois mil novos clientes diários" e melhorando em 20% o desempenho global da linha Vermelha, refere a Metro do Porto.

O investimento total foi orçado em 1,2 milhões de euros, suportado em partes iguais pela Metro do Porto e pelos proprietários do Outlet de Vila do Conde.

Os promotores estimam que a recuperação do investimento público seja realizada num prazo de "um ano e meio".

A Metro do Porto anunciou hoje que 2016 foi o "melhor ano de sempre" desde 2002, batendo os recordes no número de clientes transportados (58 milhões), assim como na receita e na redução de custos operacionais.

domingo, 23 de julho de 2017

Um em cada cinco passageiros do aeroporto do Porto já viaja de metro

21/07/2017 - Público

Linha Violeta transportou 944 mil clientes no primeiro semestre, em que o aeroporto chegou aos cinco milhões de passageiros.

 Abel Coentrão

A Linha do aeroporto foi inaugurada em Maio de 2006
A Linha do aeroporto foi inaugurada em Maio de 2006 FERNANDO VELUDO/ARQUIVO


O metro está a ganhar pontos na deslocação de passageiros de e para o aeroporto do Porto. No primeiro semestre deste ano, período em que o Sá Carneiro foi notícia por ter alcançado os cinco milhões de passageiros – augurando um novo recorde anual – a Linha Violeta do Metro transportou 944 mil passageiros, ou seja, cerca de um quinto do movimento gerado pela aerogare.

Estes dados foram revelados esta sexta-feira pela empresa Metro do Porto que teve, nos primeiros seis meses do ano, o seu melhor semestre, ultrapassando os 30,5 milhões de passageiros. Partindo de uma base menor que outras linhas com mais movimento, é certo, a Linha Violeta, com um aumento de 17,57%, teve um contributo importante. Nesta linha houve, à saída do aeroporto, mais de 472 mil validações, número que a Metro duplica, nas suas análises, na perspectiva de contabilização de uma viagem no sentido inverso, com um ponto de partida algures noutro ponto da rede.

É desta forma que a empresa chega aos 944 mil viagens na Linha Violeta, neste semestre positivo, em que viu a Linha Amarela ganhar mais de meio milhão de passageiros, reforçando o seu estatuto de principal percurso da rede. Todas as linhas do sistema ganharam clientes, com excepção da Linha Vermelha, entre o Porto e a Póvoa de Varzim, que teve menos quatro mil validações que no mesmo período do ano passado. Uma quebra de 0,34% para a qual a Metro não tem, para já explicações, mas que deve ser revertida no segundo semestre com a abertura, nos próximos dias, da estação junto ao Outlet de Vila do Conde, em Modivas.

No total, neste semestre, o metro transportou mais 1,42 milhões de passageiros do que no período homólogo do ano anterior, com o mês de Março (este ano sem férias da Páscoa), a registar a maior subida percentual: 12,45%. Já em Abril, o mês em que se verificou este ano a pausa lectiva, a empresa viu os números de validações cair 4,94%. Nos restantes quatro meses houve aumentos varíáveis mas sempre positivos, entre os 2,77% de Fevereiro e os 8,13% de Janeiro.

quinta-feira, 20 de julho de 2017

Loures entrega petição no parlamento para exigir expansão do metro ao concelho

19/7/2017 - Observador

A Câmara Municipal de Loures vai entregar na quinta-feira no parlamento uma petição, com mais de 25 mil assinaturas, para reivindicar a expansão do metro às cidades de Loures e Sacavém.

A petição foi lançada no dia 1 de junho, em formato online e papel, e recolheu até esta quarta-feira mais de 25 mil assinaturas.

MIGUEL A. LOPES/LUSA

A Câmara Municipal de Loures vai entregar na quinta-feira no parlamento uma petição, com mais de 25 mil assinaturas, para reivindicar a expansão do metro às cidades de Loures e Sacavém, foi anunciado esta quarta-feira pela autarquia.

A petição foi lançada no dia 1 de junho, em formato online e papel, e recolheu até esta quarta-feira mais de 25 mil assinaturas.

No documento, a Câmara Municipal de Loures e a população do concelho exigem a concretização da extensão do Metropolitano para o concelho, através da criação de estações em Santo António dos Cavaleiros, Loures, Infantado, Portela e Sacavém.

Em declarações à agência Lusa, o presidente da Câmara Municipal de Loures, Bernardino Soares (CDU), congratulou-se com o “êxito desta iniciativa” e manifestou-se otimista quanto a um possível alargamento da rede do metropolitano ao concelho.

Esta dimensão em tão pouco tempo mostra que a reivindicação que temos feito é amplamente sufragada pela população do concelho de Loures. Não é mais possível ignorar as necessidades de expandir o metro”, afirmou o autarca.
Bernardino Soares explicou que uma das cópias da petição será entregue na Assembleia da República e a outra ao Governo.

Tendo em conta o número de assinaturas, a petição está em condições de ser discutida em plenário da Assembleia da República. Esperamos que isso seja feito o mais rapidamente possível”, atestou.

Um dos argumentos utilizados pela Câmara Municipal de Loures é que uma ligação de metro entre esta cidade e a de Lisboa iria contribuir para descongestionar o tráfego automóvel que entra todos os dias na capital.

As reivindicações da Câmara Municipal de Loures surgem na sequência do anúncio que foi feito em maio pelo Governo de que o Metropolitano de Lisboa iria ter mais duas estações até 2022 – Estrela e Santos, estando previstas também estações nas Amoreiras e em Campo de Ourique, embora nestes dois casos sem uma data prevista de conclusão.

De acordo com o plano de desenvolvimento operacional da rede, está previsto o prolongamento da Linha Amarela do Rato ao Cais do Sodré, com duas novas estações na Estrela e em Santos.

O custo desta obra é de 216 milhões de euros, com recurso a fundos comunitários e a empréstimo no BEI – Banco Europeu de Investimento.

sábado, 8 de julho de 2017

Carris lança carreiras da rede de bairros na terça-feira

07/07/2017 - Economia Online

A Carris lança na terça-feira as primeiras duas carreiras no âmbito do projeto da "Rede de Bairros" de Lisboa, prevendo a conclusão da nova rede em 2019, anunciou hoje a operadora.

Em comunicado, a Carris, sob alçada da Câmara de Lisboa desde fevereiro, adianta que as duas primeiras carreiras vão operar em Marvila, sendo a “primeira vez em 17 anos que são lançadas novas carreiras de autocarros”.

“Trata-se de um conjunto de novas carreiras que pretende reforçar a mobilidade local, criando complementaridade à rede já operada pela Carris. Estas novas linhas procuram gerar maior proximidade às infraestruturas mais importantes dos bairros, como escolas, centros de saúde, mercados e estações de metro“, explica a Carris.

Além das duas carreiras de Marvila, vão ser integradas no projeto duas linhas já existentes, mas que tiveram os seus trajetos revistos: o 779 nos Olivais, que passa a 29B, e o 757 em Santa Clara, que fica com a designação de 40B. No Parque das Nações, o 400 também passa a integrar esta rede, como 26B, devendo o seu percurso ser reformulado em setembro.

As carreiras de bairro vão funcionar sete dias por semana, entre as 07:00 e as 22:00, com uma frequência de 30 minutos nos dias úteis e de hora a hora aos fins de semana.

Todos os títulos de transporte existentes na Carris são válidos para os novos percursos e será criado um passe especifico, que terá um custo de 10 euros por cada 30 dias.

No comunicado, a operador adianta que o objetivo é lançar, pelo menos, uma carreira de bairro por freguesia, prevendo a conclusão da rede em 2019.

A Câmara de Lisboa debateu no final do mês de junho a introdução de quatro carreiras na Carris no âmbito desta rede, prevendo que até ao final do ano de 2018 todas as 21 linhas propostas possam estar em pleno funcionamento.

Os vereadores do PCP, CDS-PP e PSD consideraram que a introdução destes quatro percursos não melhora o funcionamento da rodoviária porque não responde às necessidades dos munícipes.

sábado, 24 de junho de 2017

Bruxelas aprova quase 90 milhões para financiar linha ferroviária entre Sines e Espanha

23/6/2017 - Observador

A Comissão Europeia anunciou a aprovação de 89,5 milhões de euros para financiar a construção do Corredor Internacional Sul, uma das ligações previstas no Plano Ferrovia 2020.

A Comissão Europeia anunciou esta sexta-feira a aprovação de 89,5 milhões de euros para financiar a construção do Corredor Internacional Sul, que ligará Sines à fronteira do Caia, uma das ligações previstas no Plano Ferrovia 2020, segundo o Governo.

Para o Ministério do Planeamento e das Infraestruturas, este corredor, que ligará Sines e Fronteira, é um dos “projetos mais importantes” para o Plano Ferrovia 2020.

Com este financiamento, ascende a 600 milhões de euros o contributo total do Mecanismo Interligar a Europa (CEF Geral e Coesão) para o Plano Ferrovia 2020″, adianta a tutela.

As obras do troço Elvas – Fronteira, cujo concurso já foi lançado, devem iniciar-se até ao final do ano, “altura em que será posto a concurso o troço com maior investimento, que ligará Évora a Elvas”.

A Comissão Europeia anunciou também um financiamento de 1,5 milhões de euros para o troço final da A25, entre Vilar Formoso e a fronteira, de acordo com o ministério.

Estes projetos estão incluídos num pacote de 2.700 milhões de euros para 152 projetos de transportes, em apoio à mobilidade competitiva, limpa e interligada na Europa, ao abrigo do Mecanismo Interligar a Europa, a estrutura financeira da UE que apoia as redes de infraestruturas.

Este investimento não só modernizará a rede de transportes europeia, mas também virá estimular a atividade económica e promover a criação de emprego”, afirma a Comissão Europeia.

A fatia mais avultada do financiamento destina-se a desenvolver a rede ferroviária europeia (1,8 mil milhões de euros), a descarbonização e a atualização dos transportes rodoviários, bem como os sistemas de transportes inteligentes (359,2 milhões de euros), assim como a implantar sistemas de gestão do tráfego aéreo (311,3 milhões de euros).

quinta-feira, 22 de junho de 2017

Plataforma ferroviária da Guarda é "o maior projeto" das próximas décadas - Álvaro Amaro

21/06/2017 - Diário de Notícias

O presidente da Câmara da Guarda, Álvaro Amaro, considerou hoje que a futura plataforma ferroviária local, criada com a modernização das linhas da Beira Alta e da Beira Baixa, será "o maior projeto" na zona nas próximas décadas.

"[...] Estamos na presença do maior projeto para a Guarda das próximas décadas e eu não gostaria que a Guarda o desperdiçasse, por isso vale a pena discuti-lo, vale a pena debatê-lo", disse o autarca na abertura de mais uma sessão das Conferências da Guarda, sobre "Distribuição e Logística - Nó Ferroviário da Guarda".

Segundo Álvaro Amaro, com as obras de modernização da Linha da Beira Alta e de modernização e eletrificação da Linha da Beira Baixa, entre as cidades da Covilhã e da Guarda, será criado "o nó ferroviário da Guarda" ou, como designou o autarca, "a plataforma ferroviária da Guarda", com a ferrovia a "passar a ser, e bem, um instrumento fundamental do desenvolvimento das próprias regiões".

Estas obras ficarão concluídas até 2022, até ao fim do programa Portugal 2020 (com fundos comunitários).

"Nós [Guarda] estamos no coração deste [plano de] entrelinhas ferroviárias que nos permitirá passar a ser uma cidade e, no fundo, uma capital sub-regional, uma capital de uma sub-região, que acaba por enriquecer muito a região Centro e com isso, naturalmente, o país", considerou.

O autarca espera que o projeto possa ser "a tal alavanca" para que "mais empresas se possam fixar" no território.

A conferência "Distribuição e Logística - Nó Ferroviário da Guarda", que decorre hoje na sala António de Almeida Santos, no edifício dos Paços do Concelho da Guarda, é promovida pela autarquia em colaboração com a Transportes em Revista, publicação dedicada à logística e ao transporte.

Segundo a organização, participam nos trabalhos autarcas, empresários, agentes económicos, gestores públicos e operadores nas áreas dos transportes e da logística.

Durante os trabalhos são discutidos os temas "Guarda: hub ibérico de distribuição de mercadorias", "Importância estratégica da Guarda nas cadeias de transporte e logística" e "Oportunidades de desenvolvimento económico no interior norte".

segunda-feira, 19 de junho de 2017

Novo centro comercial do IKEA no Algarve cria 3000 empregos

18/06/2017 - Expresso


O complexo abrange uma loja IKEA (de portas abertas desde março), um centro comercial a abrir em setembro e um designer outlet que será inaugurado em finais de outubro


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sábado, 17 de junho de 2017

Concurso para ferrovia Évora-Elvas avança este ano - ministro

16/06/2017 - Diário de Notícias

O ministro do Planeamento e das Infraestruturas, Pedro Marques, reiterou hoje a intenção do governo de avançar este ano com o concurso para o troço entre Évora e Elvas, integrado na ligação ferroviária de mercadorias Sines-Caia.

Falando numa conferência dedicada ao turismo náutico, hoje em Sines, no distrito de Setúbal, Pedro Marques disse esperar "até ao final deste ano, no máximo no primeiro trimestre do próximo ano, lançar o concurso" para "o troço ferroviário entre Évora e Elvas".

"Esse, sim, [é um troço] absolutamente estruturante da grande ligação que está em falta no nosso corredor Sul. É aliás uma das mais importantes ligações que estão em falta na ferrovia europeia, que é exatamente o troço ferroviário entre Évora e Elvas", afirmou.

Pedro Marques lembrou que o concurso para a reabilitação ferroviária entre Elvas e a fronteira do Caia, o troço mais pequeno, já foi lançado.

O investimento na ferrovia Sines-Caia, a concretizar "até 2020 ou 2021", implica ainda, segundo o ministro, "o posterior lançamento de uma grande empreitada de reabilitação de todo o troço" entre Sines e Grândola, que "é também uma zona que é hoje um condicionante forte à competitividade da ligação ferroviária" ao porto de Sines.

Pedro Marques reafirmou que a ligação Sines-Caia "é um dos mais importantes investimentos" a "realizar no âmbito do Plano Nacional da Ferrovia 2020, até porque, lembrou, Sines "é o mais importante porto do país neste momento".

Esta "é uma aposta muito grande na ligação ferroviária de Sines à Europa" e na "competitividade deste porto", em "completa sintonia com o investimento nacional e o investimento a realizar pelos nossos parceiros internacionais neste porto", disse, referindo-se à ampliação do terminal de contentores e à construção de um segundo.

O ministro do Planeamento e das Infraestruturas falava em Sines, na abertura de uma conferência sobre turismo náutico, no auditório da Administração dos Portos de Sines e do Algarve (APS), que marcou o início da Feira do Mar, um certame de três dias promovido na cidade alentejana, pela câmara municipal em conjunto com o Sines Tecnopolo, para promover a economia do mar.

Pedro Marques destacou, por outro lado, a importância de diversificar as atividades económicas, considerando Sines, que concilia o desenvolvimento portuário, logístico e industrial, um bom exemplo disso, com a aposta no turismo.

Sines "tem que ser cada vez mais um território também de turismo, de qualidade de vida, de vida urbana e, diversificando as suas atividades económicas também se torna num território mais competitivo e que garante mais bem-estar aos seus cidadãos", disse, exemplificando com a aposta no turismo náutico.

"O turismo náutico e as atividades marítimas são obviamente um grande exemplo do tipo de atividades que se podem desenvolver para diversificar e até para também retirar sazonalidade e isso obviamente é muito importante neste território", sublinhou.

Ainda no concelho de Sines, o ministro do Planeamento e das Infraestruturas deslocou-se a Porto Covo para inaugurar a obra de requalificação da Praia Grande da aldeia turística, uma empreitada que consistiu, segundo divulgou o município, na pavimentação do parque de estacionamento, na criação de passeios e na instalação de pérgulas.

O projeto, desenvolvido no âmbito do Plano Estratégico de Desenvolvimento Urbano, representou um investimento de perto de 350 mil euros, com cofinanciamento comunitário de 85%.

quinta-feira, 15 de junho de 2017

Aeroporto de Lisboa cresce 21% e bate recorde com cinco milhões de passageiros

15/06/2017 - Público (Portugal)

Crescimento no primeiro trimestre foi seguido de perto pelo Porto. De acordo com os dados do regulador, a Anac, nenhum aeroporto nacional teve uma subida inferior a 10%

Luís Villalobos

Com a estratégia de ponte área entre Porto e Lisboa, retirando voos internacionais da cidade nortenha em detrimento da capital, a TAP mudou também a ordem de importância das principais rotas.
Com a estratégia de ponte área entre Porto e Lisboa, retirando voos internacionais da cidade nortenha em detrimento da capital, a TAP mudou também a ordem de importância das principais rotas. RUI GAUDÊNCIO

Os aeroportos nacionais voltaram a registar uma subida nos três primeiros meses do ano, com o número total de passageiros a ultrapassar os oito milhões (8.434.922), valor que representa uma subida de 18% face a idêntico período de 2016. De acordo com os dados agora disponibilizados pelo regulador do sector, a Anac, a maior variação de passageiros ocorreu em Lisboa, ao crescer 21%, o que fez o aeroporto da capital ultrapassar a fasquia dos cinco milhões (5.180.491).

Esta é a subida mais acentuada desde 2008, ano em que a Anac começou a disponibilizar os dados. E, para se ter uma ideia do crescimento, o número de passageiros que circularam pela aeroporto de Lisboa entre Janeiro e Março deste ano é superior ao total registado nesse espaço temporal em todos os aeroportos nacional, geridos pela ANA (do grupo francês Vinci) em 2012.

De resto, verifica-se uma tendência de subida que não é interrompida há oito anos (dados da ANAC mostram uma quebra em 2009, na sequência da crise financeira global). No aeroporto de Lisboa, o domínio é da TAP, com uma quota de 51%, seguindo-se a Ryanair (12%) e a Easyjet (9%).

No caso do Porto, o crescimento foi também bastante expressivo, de 19,9%, passando uma nova barreira, a dos dois milhões de passageiros (2.125.629). Neste caso, quem domina é a irlandesa Ryanair (40%, cabendo 17% do mercado à TAP e 15% à Easyjet).

Com a estratégia de ponte área entre Porto e Lisboa, retirando voos internacionais da cidade nortenha em detrimento da capital, a TAP mudou também a ordem de importância das principais rotas. O maior número de movimentos cabe agora à rota Porto/Lisboa (4,5% do total), que supera assim a de Lisboa/Madrid (3,4%).

Já na Madeira, a Easyjet conquistou a primazia em clientes, com 18%, cabendo 15% à TAP (18% no primeiro trimestre de 2016). Aqui, o crescimento em passageiros no período em análise foi de 10,09%, o menos expressivo de todos (Faro registou uma subida de 11,5% e Ponta Delgada, de onde a Easyjet já disse que ia sair em Outubro, 18,5%).

De acordo com os dados da ANAC, o crescimento nas infra-estruturas aeroportuárias foi impulsionado tanto pelo segmento doméstico como pelo internacional (espaço europeu sem fronteiras e segmento internacional). Do número total de 8,4 milhões de passageiros, 88% são estrangeiros.

Além do reforço de ligações (e algumas saídas, como a da Everjets no Funchal) houve neste período a entrada de companhias como a Azul, em Lisboa (futuro accionista da TAP, está a fazer a ligação a São Paulo em regime de codeshare), e a da Wizzair, no Porto (com ligação a Budapeste e Varsóvia).

Num contexto de forte concorrência entre companhias áreas, o aeroporto de Lisboa depara-se com desafios de crescimento, que irão permanecer até à abertura de uma nova infra-estrutura. A solução defendida pela ANA e pelo Governo aponta para o Montijo como complemento (Portela+1), mas, até à sua abertura, prevista para 2021, haverá constrangimentos a mais movimentos, e a novos crescimentos do número de passageiros a dois dígitos.

quarta-feira, 14 de junho de 2017

Air France acirra concorrência com TAP ao lançar voo Lisboa-Nova York

14/06/2017 - Mercado e Eventos

Luiz Marcos Fernandes 

Voos farão rota entre Lisboa e Nova York

Os excelentes resultados obtidos pela TAP nos seus voos para os EUA despertaram a concorrência. A Air France anunciou nesta quarta-feira (14) o início de voos diretos entre Lisboa e Nova Iorque, que fazem parte dos voos sazonais para JFK em parceria com a Delta. A operação acirra a concorrência direta com a TAP. Isso é possível porque a Air France mantém uma Joint Venture com a Delta, que engloba também a KLM e a Alitalia, para os voos transatlânticos, o que lhe permite realizar essa venda em Portugal como se se tratasse de voo de origem.

Na disputa de mercado, a Air France aprovou uma tarifa para fazer frente a concorrência e terá tarifas a partir de 380 euros em classe econômica que está disponível em três operações regulares a partir de outubro. Para as férias de julho o preço é de 773 euros e, em setembro, 394 euro. O voo experimental acontece neste dia 20 de junho saindo de Lisboa com regresso de Nova Iorque.




segunda-feira, 12 de junho de 2017

Fernando Pinto: a privatização deu um grande impulso à TAP

10/06/2017 - Negócios (Portugal)

A TAP inaugurou este sábado, 10 de Junho, a rota para Toronto.

Fernando Pinto: a privatização deu um grande impulso à TAP
Miguel Baltazar/Negócios

Celso  Filipe Celso Filipe cfilipe@negocios.pt

"A TAP ganhou um grande impulso desde a privatização e tem tido um grande crescimento" afirmou Fernando Pinto este sábado, 10 de Junho, durante a inauguração da rota da companhia para Toronto.

O presidente da TAP adiantou que o sucesso desta rota é uma certeza, facto materializado no facto de já existirem 36 mil reservas.

Segundo Fernando Pinto a aposta da companhia no Atlântico Norte está a manifestar-se acertada, sendo que rotas para destinos como Nova Iorque e Boston, em conjunto, registam taxas de ocupação de 85%.

Este sábado a TAP inaugurou também rotas para Alicante é Grande Canárias, Espanha, e Estugarda, na Alemanha, país onde a TAP prevê alcançar um milhão de passageiros este ano.

terça-feira, 6 de junho de 2017

Braga recebe encontro de boas práticas na área da mobilidade

05/06/2017 - Braga TV

O Município de Braga recebe esta quarta-feira, 7 de junho, uma sessão pública de apresentação de boas práticas na área da Mobilidade Sustentável.

A iniciativa, integrada na Rede CityMobilNet – Urbact, vai realizar-se no edifício gnration, pelas 17h30, e contará com os representantes na área da mobilidade, nomeadamente Alemanha, Espanha, França, Itália, Malta, Grécia, Croácia, Roménia e Polónia.

A sessão começa com as boas-vindas pelo presidente da Câmara Municipal de Braga, Ricardo Rio. Segue-se uma introdução à temática da mobilidade pelo vereador Miguel Bandeira e a apresentação dos projetos de boas práticas de Bielefeld, Burgos e Gdansk.

As inscrições são gratuitas, devendo ser apenas confirmada a presença através do email pedro.moreira@cm-braga.pt.

segunda-feira, 5 de junho de 2017

Vale do Vouga ganha comboio histórico

04/06/2017 - CM Jornal (Portugal)

Viagem sai de Aveiro e segue para Macinhata do Vouga. No regresso pára em Águeda. Por Hugo Real

Vale do Vouga ganha comboio histórico
Primeira viagem do comboio que vai atravessar as paisagens do Vale do Vouga sai da estação de Aveiro a 1 de julho com destino a Macinhata do Vouga.  Foto Direitos Reservados

Pela primeira vez, a linha do Vouga vai ter um comboio histórico e a primeira viagem está já marcada para 1 de julho. 

A iniciativa da CP junta uma antiga locomotiva a diesel (fabricada em Espanha em 1964), a três carruagens (construídas na Bélgica, Alemanha e Portugal, em 1908, 1913 e 1925, respetivamente), que vão circular nesta linha a uma velocidade de aproximadamente 25 quilómetros por hora. O programa, revela o site da CP, arranca na estação de Aveiro e tem como destino a Macinhata do Vouga, onde será visitado o Museu Ferroviário. 

No regresso, o comboio pára em Águeda, para uma visita ao centro histórico da cidade. Durante a viagem está ainda garantida a animação nas carruagens com um grupo de música e cantares tradicionais da região a atuar a bordo. O programa, com uma duração de mais de cinco horas (incluindo as paragens em Macinhata do Vouga e em Águeda), custa 29,50 euros por passageiro (16 euros para crianças dos 4 aos 16 anos). 

De acordo com a CP, estão previstas 14 viagens, sempre aos sábados, até 30 de setembro. Esta é a segunda linha de comboios históricos da CP, que já conta com uma viagem num comboio a vapor pelo coração do Douro (arrancou ontem e até 29 de outubro fará um total de 50 viagens), com um preço de 42,5 euros (19 euros para crianças). Quem pretender fazer os dois percursos pode comprar um bilhete único de 54 euros (26,5 para os mais novos).

Ler mais em: http://www.cmjornal.pt/cultura/detalhe/vale-do-vouga-ganha-comboio-historico?ref=Contacte-nos_BlocoTopoPagina

sexta-feira, 2 de junho de 2017

IP mostrou dois traços da futura auto-estrada Coimbra/Viseu a Manuel Machado

30/05/2017 - Centro TV

A Infraestruturas de Portugal (IP) solicitou uma reunião com o presidente da Câmara Municipal de Coimbra (CMC), Manuel Machado, para apresentar os dois traçados que estão a equacionar para a futura autoestrada Coimbra-Viseu.

O grupo liderado pelo diretor da IP, António Rodrigues – que se fez acompanhar de mais três elementos da IP e dois técnicos da empresa projetista -, colocou hoje, em cima da mesa, duas alternativas de traçado: a hipótese norte, que na zona de Coimbra é praticamente paralela ao traçado do IP3 e a hipótese sul, que faz a ligação ao nó de Ceira do IC3/A13.

“Em ambos os traçados, o atual IP3 mantém-se sem portagens”, revela a autarquia.

Perante o que ouviu, Manuel Machado pediu para que não se ligasse o “complicómetro” e insistiu na urgência da rápida construção da futura autoestrada Coimbra-Viseu e na também premente necessidade de melhorar as condições de segurança do IP3, que considera “uma vergonha”.

“A ligação entre Coimbra e Viseu por autoestrada é essencial; sentimos vergonha, sentimos remorsos por não termos feito uma coisa revolucionária para que as pessoas não perdessem lá a vida [no IP3]”, apontou Manuel Machado.

“O importante é que se faça a autoestrada. Com portagem ou sem portagem, eu preferia que fosse sem, mas, do que se conhece, se tiver que ser portajada, tem de ser, mas que se faça”, insistiu o presidente da CMC, que defende a adoção de uma “solução [construtiva e de traçado] de menor custo; não é o baratinho, é o menor custo”.

Por seu turno, António Rodrigues informou que serão enviadas propostas mais detalhadas às câmaras municipais abrangidas pelo futuro traçado para que estas, posteriormente, informem sobre as condicionantes existentes no terreno.

Governo investe em mobilidade "mais favorável" para as populações entre Lousã e Coimbra

02/06/2017 - RTP

O ministro do Planeamento e das Infraestruturas, Pedro Marques, disse hoje que o novo projeto de mobilidade entre Lousã e Coimbra prevê uma solução "mais favorável" para as populações do que a ferrovia ou o metro ligeiro.

Pedro Marques afirmou, na Lousã, que o Sistema de Mobilidade do Mondego (SMM), com autocarros elétricos em vez de transporte sobre carris, levará três anos e meio a entrar em funcionamento, com o prazo contado a partir de hoje.

O governante falava nos Paços do Concelho da Lousã, distrito de Coimbra, numa sessão pública em que técnicos do Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC) apresentaram um estudo para a introdução do denominado "sistema metrobus" no canal do ramal ferroviário da Lousã, encerrado há sete anos para obras que depois pararam, e na área urbana de Coimbra.

Pedro Marques, responsáveis do LNEC e da Infraestruturas de Portugal (IP) realçaram que o estudo procura responder a exigências da União Europeia, designadamente ao nível da sustentabilidade financeira e ambiental do investimento, que vai substituir o sistema de metro projetado há 21 anos pelo Estado e os três municípios que integram a Metro Mondego.

O projeto de mobilidade para o ramal ferroviário e a cidade de Coimbra com que o Governo se comprometeu junto das autarquias envolvidas deverá custar 89,3 milhões de euros.

Avalizada pela IP, Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro (CCDRC) e Governo, esta "versão definitiva" do LNEC suscitou o acordo dos presidentes das três câmaras envolvidas no processo: Luís Antunes (Lousã), Miguel Baptista (Miranda do Corvo) e Manuel Machado (Coimbra), todos eleitos pelo PS.

O Governo escolheu um modelo de autocarro "exclusivamente elétrico", após o LNEC ter ponderado também a propulsão a gás natural comprimido e híbrida, que foram recusadas.

A proposta de investimento no "sistema metrobus" prevê a aquisição de uma frota de 43 autocarros elétricos, sendo hoje também apresentada em idênticas sessões em Miranda do Corvo e Coimbra.

O estudo rejeita a reposição do comboio no Ramal da Lousã, ao contrário do que era recomendado pela Assembleia da República em diferentes resoluções aprovadas em fevereiro.


Autocarro eléctrico substitui metro na Lousã em investimento de 89,3 milhões

02/06/2017 - Jornal de Negócios

O estudo que vai ser apresentado hoje rejeita a reposição do comboio no Ramal da Lousã e abandona de vez a opção pelo metro ligeiro, assumida em 1996, com a criação da empresa pública Metro Mondego.

Autocarro eléctrico substitui metro na Lousã em investimento de 89,3 milhões
Autocarro eléctrico substitui metro na Lousã em investimento de 89,3 milhões
Bruno Simão/Negócios

Lusa

O ministro do Planeamento e das Infraestruturas, Pedro Marques (na foto), apresenta esta sexta-feira, 2 de Junho, um estudo de mobilidade rodoviária entre Lousã e Coimbra para substituir o sistema de metro projectado há 21 anos pelo Estado e pelos municípios envolvidos.

O projecto de mobilidade para o ramal ferroviário da Lousã e a área urbana de Coimbra com que o Governo se comprometeu junto das autarquias envolvidas deverá custar 89,3 milhões de euros, disse uma fonte governamental à agência Lusa.

A fonte oficial adiantou que a "versão definitiva" do estudo do Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC), avalizada pelo Governo e que suscitou o acordo dos presidentes das três câmaras envolvidas no processo, escolheu um modelo de autocarro "exclusivamente eléctrico", após o LNEC ter ponderado também a propulsão a gás natural comprimido e híbrida, que foram recusadas.

A proposta de investimento no denominado "sistema metrobus", que deverá incluir uma frota de 43 autocarros eléctricos, é apresentada durante a manhã de hoje, a partir das 09:30, em três sessões nas Câmaras de Lousã, Miranda do Corvo (10:45) e Coimbra (12:00).

Ao contrário do que era recomendado pela Assembleia da República, em diferentes resoluções aprovadas em Fevereiro, o estudo rejeita a reposição do comboio no Ramal da Lousã e abandona de vez a opção pelo metro ligeiro, assumida em 1996, com a criação da empresa pública Metro Mondego.

Apesar de o LNEC manter para o novo projecto a designação "Sistema de Mobilidade do Mondego", com a sigla SMM, adoptada em 2006 pelo primeiro Governo de José Sócrates, quando Mário Lino era ministro da tutela, é agora abandonada de todo qualquer solução de transporte sobre carris.

O movimento Lousã pelo Ramal marcou uma concentração de protesto junto à Câmara Municipal, às 09:00, antes da chegada do ministro Pedro Marques, na qual deverão participar subscritores de uma petição pela reposição do serviço público ferroviário, com mais de 8.000 assinaturas, entregue pelo jornal Trevim no Parlamento, em Março de 2016.

segunda-feira, 29 de maio de 2017

Espanha vai cumprir acordo ferroviário com Portugal 14 anos depois

29/05/2017 - Público

Electrificação da linha que liga Vilar Formoso a Salamanca vai permitir comboios a 200 Km/hora. CP diz que isso vai mudar o paradigma do serviço internacional que hoje existe entre Lisboa e Madrid e Lisboa-Hendaye.

CARLOS CIPRIANO

A cimeira ibérica de 2003, com Durão Barroso como primeiro-ministro, deixou vários acordos por cumprir.
A cimeira ibérica de 2003, com Durão Barroso como primeiro-ministro, deixou vários acordos por cumprir.

Sete de Novembro de 2003. Durão Barroso e José Maria Aznar reúnem-se na Figueira da Foz. A cimeira ibérica é realizada num clima de euforia com projectos de obras públicas anunciados com pompa e circunstância. Entre eles destaca-se o da alta velocidade ferroviária que iria ligar Portugal com Espanha através de uma linha Aveiro-Salamanca, outra de Lisboa a Badajoz e ainda outra de Beja a Faro e Huelva.

Pelo meio, mais discreto, um compromisso espanhol de electrificar os cerca de 100 quilómetros de via férrea entre Salamanca e Vilar Formoso. Oito anos antes, Portugal já electrificara a linha da Beira Alta até à fronteira e esperava agora que nuestros hermanos fizessem a sua parte dando continuidade a esse investimento.

Nada sobrou dos riscos coloridos nos mapas que assinalavam linhas do TGV. A alta velocidade não avançou. Mas não se esperava que um investimento modesto na linha convencional, que potenciava a principal linha férrea que liga Portugal à Europa, ficasse igualmente esquecido.

Catorze anos depois, a poucos dias da cimeira ibérica de Vila Real, o Adif (Administrador de Infraestruturas Ferroviárias) anunciou que vai lançar um concurso público para electrificar a linha entre Salamanca e a fronteira de Fuentes de Oñoro (ao lado de Vilar Formoso).

O investimento total é de 95 milhões de euros e inclui uma empreitada de colocação de postes e catenária no valor de 45 milhões, a que acresce a construção de subestações (de distribuição de energia eléctrica) e reformulação das estações ferroviárias. Ainda é só o concurso público, que deverá demorar até ao fim do ano. Depois haverá 18 meses de obras, pelo que, na melhor das hipóteses, só em 2019 estará cumprido o acordo de 2003.

Este investimento vai contribuir para reduzir os tempos de viagem dos comboios entre Portugal e Espanha e favorecer o incremento do tráfego internacional de mercadorias. E melhora a interoperabilidade entre os dois lados da fronteira: hoje os comboios da CP e da Medway (antiga CP Carga) que chegam a Vilar Formoso têm de mudar de locomotiva, substituindo-se a máquina eléctrica portuguesa por outra espanhola, a diesel, que rebocará a composição em Espanha.

A electrificação vai acabar com estas operações, eliminando, na prática, a própria fronteira ferroviária.

Contactada pelo PÚBLICO, a CP diz que este investimento “contribuirá naturalmente para o aumento da eficiência dos actuais modelos de exploração e criará condições para alterar o actual paradigma do serviço internacional realizado entre Lisboa e Madrid e Lisboa-Hendaye”. A mesma fonte oficial diz que “as ligações a Salamanca poderão vir a ocorrer de forma frequente e inseridas na oferta regular da CP”.

Ressalva, no entanto, que essa situação está dependente da evolução do plano de aquisição de material circulante e por isso a empresa não se compromete, para já, com datas para essa oferta.

Douro e Algarve são as novidades da cimeira

Se as conclusões do Fórum Parlamentar Luso-Espanhol são um prenúncio das conclusões da própria cimeira, então Costa e Rajoy deverão vir a público anunciar o interesse dos dois Estados em estudar a viabilidade da reabertura da linha do Douro para ligar o Norte de Portugal a Espanha e de construírem uma linha Faro – Huelva.

sábado, 27 de maio de 2017

Carris e TUB já preparam aposta em autocarros elétricos

27/05/2017 - Motor 24

O momento de adaptar os transportes públicos à mobilidade elétrica já chegou e os seus primeiros frutos serão colocados no terreno dentro de alguns meses. Esta foi uma das noções fundamentais retiradas do segundo dia de conferências do Salão de Veículos Elétricos, Híbridos e Mobilidade Inteligente (VExpo 2017), discutindo-se a integração dos elétricos nos esquemas dos transportes públicos e partilhados.

Havendo uma diversidade cada vez maior de serviços disponíveis para cada cliente, empresas como a Carris ou a Transportes Urbanos de Braga (TUB) estão já a preparar a entrada ao serviço de veículos elétricos, numa forma de se adaptar à transformação dos esquemas de mobilidade.

No caso da Carris, Francisco Aires de Sousa, representante da companhia, fez um ponto de situação, lembrando que “da frota com cerca de 600 autocarros, houve já testes com híbridos e elétricos, tendo o ensaio recente com um veículo elétrico dado indicadores muito positivos”. O próximo passo será a aquisição de 15 autocarros elétricos para a frota, havendo já uma proposta de aquisição.

O objetivo a médio/longo prazo será de ter “mais de metade da frota elétrica em 2030-2035 e totalmente elétrica em 2040”, antevendo assim uma fase de mudança para a área dos transportes públicos.

Igual visão tem a TUB, empresa com idade média dos seus autocarros cifrada nos 17 anos, com Teotónio Andrade dos Santos a recordar que, sendo Braga “a terceira cidade mais poluída do país”, existe uma intenção clara de tornar os transportes mais sustentáveis, havendo programas para o incentivo da utilização da bicicleta e um “concurso aberto para a aquisição de 31 autocarros elétricos, seis já definidos e 25 como opção. Serão autocarros de 12 metros com 80 lugares, com potência de 150 kW e baterias com capacidade de 150 kWh”.

O plano passa pela sua introdução na linha 43, que liga a estação da CP à Universidade do Minho: “É uma linha com potencial, que já opera, mas que pode atravessar todo o campus e chegar a mais pessoas. Vamos melhorar a frequência da linha, num percurso de 12 quilómetros com 28 paragens, 14 para cada sentido”.

EMEL com projetos de mobilidade

Também a EMEL tem em vista uma aposta na mobilidade sustentada e diversificação dos seus serviços. Lembrando que existem “400 mil veículos a entrar na cidade de Lisboa todos os dias, criando dificuldades para uma cidade cuja malha urbana não foi pensada para esta quantidade de tráfego”, Luís Natal Marques, da EMEL, afirma que está a ser preparada a concretização de dois vetores de projetos, um deles em parques de estacionamento e, outro, através da partilha de bicicletas.

O primeiro desses parques de estacionamento será na zona da Ameixoeira, com “um total de 530 lugares para que as pessoas deixem o veículo pessoal fora da cidade, apelando até à existência de meios partilhados”, algo que será uma tendência de futuro.

“Temos tido alguns contactos a este nível e temos essa noção de que será o futuro, os próprios construtores automóveis apostam nisso e pretendem apostar no valor de serviço e não de posse, que tende a ser algo do passado”, complementa. O parque de bicicletas será estabelecido na zona da Parque Expo, com 110 unidades em fase de teste para um sistema de mobilidade distinto.

Da parte da Carris, também a solução de partilha automóvel merece alguma atenção, com Aires de Sousa a recordar que aquele que é “o segundo maior investimento de uma família só é utilizado em 5% e o resto do tempo está parado. O futuro da mobilidade passa por deixar de ter a chave do automóvel, mas sim uma aplicação no telemóvel que nos vai levar de um ponto a outro da cidade quando e como quiser”.

A EMEL destaca, ainda, a capacidade avançada proporcionada pela sua aplicação móvel, que tem já um peso elevado na faturação da empresa de estacionamento. “Temos espalhados pela cidade 2.150 parquímetros e toda a assistência é feita por veículos elétricos. Os parquimetros têm vindo a perder importância para a aplicação, que já dá um contributo de 16% nas receitas da empresa. É uma aplicação que não tem comparação na Europa e no mundo”, garante.

Exemplos de sucesso

Um dos casos de sucesso no que diz respeito a novas soluções de mobilidade é o da Ecooltra, companhia de partilha de scooters elétricas presente atualmente em Lisboa, Madrid, Barcelona e Roma e cujo funcionamento assenta numa plataforma digital para smartphone. Com 170 veículos disponíveis em Lisboa, a recetividade tem sido muito positiva, argumenta Pedro Pinto, com muitas pessoas a apostarem neste sistema de mobilidade que permite levar uma scooter elétrica e deixá-la em qualquer lado.

“Temos um parceiro de excelência, que é o SEIA, em termos de tecnologia, que desenvolveu o projeto em termos informáticos, não só para Lisboa, mas também em Madrid, Barcelona e Roma. No nosso projeto, o motor elétrico encaixa-se na forma de pensar”, explica, ainda que aponte igualmente a existência de uma rede logística.

“As scooters estão espalhadas pela cidade, não as localizamos, nem as recolhemos, pelo que tivemos de criar um sistema de logística, com custos inerentes, para mudar as baterias em 2 ou 3 minutos”, refere, antes de se debruçar sobre um outro ponto que tenderá a melhorar – a questão da potência.

“Em comparação com Lisboa, as outras cidades são todas relativamente mais planas. Temos scooters com potência equivalente a 50 cc e os utilizadores pedem mais potência. O desafio pode ser mais premente aí”.

Pelo mesmo diapasão alinhou Nuno Pinto, da Truemorrow, empresa dedicada à criação de soluções de sustentabilidade, traçando dois pontos essenciais para a implementação do car-sharing: “a qualidade de serviço, com uma tentativa de 5 minutos até chegar ao carro, uma vez que a disponibilidade é fundamental para este tpo de projetos e a boa experiência do utilizador. O principal objetivo operacional é gerir a logística de carregamento, para que tenham a carga necessária no local em que são mais necessários. É uma logística operacional que é fundamental pensar para que a qualidade do serviço seja assegurada”.

Desafios e vantagens da tecnologia

A premissa da tecnologia tem vindo a ganhar cada vez mais peso, tanto ao nível dos elétricos, como da conectividade. Neste aspeto, Andrade dos Santos, da TUB, aponta que existem alguns constrangimentos na implementação dos elétricos, como por exemplo o custo dos autocarros e das baterias, bem como a sua própria capacidade, que ainda é insuficiente para um dia inteiro de operação. Mas os benefícios equilibram a balança.

“A forma de os carregar é um desafio, bem como a formação e o treino dos condutores, que é igualmente um mundo novo. Também a forma da manutenção será diferente, deixaremos de ter mecânicos de fato de macaco, mas de bata branca. Estamos bem alicerçados – uma parte da nossa equipa esteve no desenvlvimento do Metro do Porto pelo que estamos bem capacitados. Quando vimos a idade média da nossa frota, falámos com todos os construtores e quando escolhemos que íamos optar pela tração elétrica, estreitámos relações com alguns como a Siemens, Caetano Bus ou a Build Your Dreams (BYD). Com isto, vamos reduzir os custos operacionais. Já serão autocarros conectados, numa área em que estamos a trabalhar com a Bosch de Braga e está já pensada uma solução para a condução autónoma. Trabalhamos também com a IBM para a telemetria”, indicou o responsável da TUB.

quinta-feira, 25 de maio de 2017

AZUL JÁ TRANSPORTOU MAIS DE CEM MIL PASSAGEIROS NA ROTA VIRACOPOS - LISBOA

25/05/2017 - Presstur 

Foto: ANA Aeroportos
Foto: ANA AeroportosFoto: ANA Aeroportos

A companhia aérea brasileira Azul, fundada pelo accionista da TAP David Neeleman e que também ela será accionista da companhia portuguesa, superou em Abril os cem mil passageiros na sua única rota europeia, entre Campinas (Viracopos) e Lisboa, que iniciou há menos de um ano.

Dados de tráfego do Aeroporto de Lisboa a que o PressTUR teve acesso mostram que em Abril a companhia brasileira teve 10.450 passageiros embarcados e desembarcados em Lisboa, com os quais no quadrimestre somou 40.509.

A Azul começou a voar entre Campinas e Lisboa a 22 de Junho de 2016, pouco depois de a TAP deixar essa rota, alegadamente para se concentrar em Guarulhos, principal aeroporto do estado de São Paulo e do Brasil.

De acordo com os dados a que o PressTUR teve acesso, até ao final de 2016 a Azul somou 64.920 passageiros na sua única rota europeia, pelo que no final de Abril deste ano, com ainda menos de um ano de operação, já superou os cem mil passageiros, tendo alcançado um total de 105.429.



Terminal rodoviário do Campo Grande muda de lugar

25/05/2017 - Transportes em Revista

Pedro Pereira

O Interface do Campo Grande irá ser completamente reorganizado e o atual terminal rodoviário, localizado por baixo do viaduto do Metropolitano de Lisboa irá passar para um terreno adjacente ao Estádio Alvalade XXI. Segundo o vereador do Urbanismo da Câmara Municipal de Lisboa, Manuel Salgado, “está a ser feito um estudo de fundo com o Metropolitano de Lisboa para a reorganização completa do interface do Campo Grande, aproveitando o terreno que ficou liberto por um parque de estacionamento, há uns anos atrás, e onde hoje está a ser construída a nova ligação da Segunda Circular à Avenida Padre Cruz". Salgado explicou que esse terreno irá receber o terminal de autocarros e que o espaço terá “outras condições de funcionamento”. A obra deverá arrancar "no ano que vem, porque é uma contrapartida do promotor do chamado Alvalade XXI", disse o vereador da CML.

terça-feira, 23 de maio de 2017

Candidatos da CDU na Grande Lisboa criticam “modelo de concentração” do Metro

22/05/2017 - Público

Enric-Vives-Rubio

Candidatos da CDU falam da expansão do Metropolitano de Lisboa como "uma opção estratégica que não corresponde às necessidades de longo prazo". Loures vai lançar uma petição pública para sensibilizar o Governo.

Os candidatos da CDU à presidência das Câmaras Municipais de Lisboa, Loures, Odivelas e Amadora disseram, esta terça-feira, estar com "preocupações reforçadas" em relação à expansão do Metropolitano, após uma reunião com a administração da empresa. O Governo garantiu, no início de Maio, que a rede vai crescer com as novas estações da Estrela e Santos. A expansão para Campo de Ourique e Amoreiras é a prioridade que se segue, quando houver financiamento.

"Saímos daqui com a ideia de que a solução relativamente à expansão da rede do Metropolitano, que está a ser agora proposta, está insuficientemente reflectida, debatida e fundamentada", afirmou o candidato da CDU a Lisboa, João Ferreira, que falava à agência Lusa junto às instalações da empresa, em Carnide.

O também vereador comunista no executivo municipal assinalou ainda a "preocupação reforçada relativamente [...] à intenção de concentrar meios numa linha circular que vai servir, fundamentalmente, as linhas centrais e o turismo, em detrimento do que são as necessidades de mobilidade da população de Lisboa e dos concelhos vizinhos e dos trabalhadores", que têm de se deslocar.

Além de João Ferreira, a delegação da CDU era composta pelos candidatos Paínho Ferreira (Odivelas) e Amável Alves (Amadora). Em representação do candidato Bernardino Soares (Loures) estava o vice-presidente deste município, Paulo Piteira.

Também falando à Lusa, Paínho Ferreira sustentou que "o modelo geral que está subjacente é um modelo de concentração na grande cidade de Lisboa, em detrimento da construção de uma área metropolitana com diversos núcleos que contrariem [...] os movimentos pendulares".

"É uma opção estratégica que não corresponde às necessidades de longo prazo", notou, falando também no problema da falta de estacionamento junto à estação de Odivelas, que causa o "caos completo" nas imediações.

Por seu lado, Amável Alves, candidato à Câmara da Amadora, falou do "actual problema da redução das carruagens nas horas de ponta da manhã para a Reboleira", devido à opção do Metro de fazer destinos alternados.

Segundo o também funcionário da empresa, esta situação "deixa as populações com muito intervalo entre comboios e desincentiva-as a utilizar este meio de transporte".

Ainda para mais, são "populações que só há pouco tempo tiveram o Metropolitano", notou, aludindo à inauguração da estação da Reboleira, que só aconteceu em Abril de 2016, após vários anos de espera.

No caso de Loures, o único destes concelhos que ainda não está servido pelo Metro, a empresa "não tem plano de expansão" à zona ocidental, nomeadamente a Santo António de Cavaleiros, nem à zona oriental, como Portela e Sacavém, salientou o vice-presidente deste município, Paulo Piteira.

"Tratam-se de antigas reivindicações do município de Loures, da CDU, que seriam capazes de evitar o uso do transporte individual por parte de dezenas de milhares de cidadãos", referiu.

Paulo Piteira adiantou que, em Junho, esta autarquia vai lançar uma petição pública para sensibilizar o Governo.

Além do alargamento da rede, os candidatos abordaram problemas como a falta de recursos humanos e de equipamentos, assim como a necessidade de reverter o aumento dos preços dos últimos anos.

sexta-feira, 19 de maio de 2017

Opinião – Metro-Mondego: a qualidade das lideranças e fazer por merecer

19/05/2017 - As Beiras
Norberto Pires

A sociedade Metro Mondego anda há mais de 20 anos a tentar montar um metro ligeiro de superfície na região de Coimbra. Gastou mais de 150 milhões de euros de forma irresponsável, fez obras que estão abandonadas, destruiu o serviço de transporte que existia, os sucessivos governos do PS, PSD e CDS fizeram promessas que nunca foram cumpridas, as populações foram defraudadas, etc., e hoje não há metro.

O Governo de José Sócrates (do PS) começou as obras em 2009, destruindo o que existia, para logo a seguir as mandar suspender, defraudando assim as populações e os interesses da região de Coimbra. Pelo meio, acusações de má-gestão e gastos ilegais, administração danosa e participação económica em negócio. Há registos, disse o tribunal de contas, de que os cartões de crédito da empresa pagaram despesas pessoais, mas também de que os administradores da empresa teriam duplicado estudos e custos (ver relatório nº 26/2011-2S do Tribunal de Contas e notícia do Público de 6 de junho de 2015 ).

Nos anos seguintes, incluindo em Governos do PSD e do CDS, várias promessas foram feitas acenando com soluções fantásticas que seriam realizadas dali a poucos meses. Por exemplo, em dezembro de 2014 a Presidente da CCDRC (Ana Abrunhosa) afirmava que haveria uma solução para o Metro-Mondego nos dois meses seguintes, acrescentando, de forma algo desconcertante que “nada estava decidido sobre a solução tecnológica” e que ainda “estava tudo por fazer, pois Bruxelas só sabia do projeto Metro-Mondego pelos jornais, nunca lhe tinham sido apresentados detalhes técnicos, nem estudos”.

Apesar de esta afirmação não faz o menor sentido, pois em 2011 o então presidente da CCDRC Alfredo Marques insurgia-se contra o facto de ter visto desaparecer uma verba de 52 milhões de euros do Programa Operacional Regional do Centro para programas nacionais, serve para ilustrar a enorme confusão e ligeireza que sempre caracterizou este projeto. Na mesma altura, em dezembro de 2014, em Miranda do Corvo, o então primeiro-ministro Pedro Passos Coelho anunciou que mantinha o compromisso de resolver o problema do Ramal da Lousã, acrescentando que a CCDRC estava a preparar o processo de candidatura no âmbito do Programa Operacional Regional e que uma das soluções poderia ser um autocarro elétrico.

Passaram dois anos e meio e a solução que ia demorar 2 meses também não existe.

Ainda foi possível assistir, em 2015, ao inacreditável anúncio feito pelo então Ministro do Desenvolvimento Regional do Governo PSD/CDS, Miguel Poiares Maduro, de que tinha sido encontrada uma solução. A fantástica descoberta deste ministro, algo que ele apelidava de solução “metropolitana rodoviária” (lol), não era bem, nas suas palavras, “um normal autocarro elétrico”, mas sim, “uma coisa diferente, as pessoas julgam que é um autocarro normal e não é. Do ponto de vista de funcionamento e de acessibilidade para as pessoas não é diferente do metro”. Adiantava ainda que a sua solução aproveitava o investimento já feito. Enfim, foi em 2015 e, como tudo o que Poiares Maduro fez no Governo, foi mais um inconseguimento.

Se isto não mostra bem a qualidade das lideranças locais, regionais e nacionais, bem como a sua incapacidade de fazer valer junto do poder central os seus pontos de vista, defendendo as populações, não sei o que mostrará.

Por incrível que possa parecer, em Birmingham – que não fica num planeta distante, mas aqui ao lado no Reino Unido -, foram instalados metros ligeiros de superfície em 2013. O fabricante escolhido foi a CAF de Saragoça, Espanha. Quatro anos depois, já em 2017, o serviço de metro encomendou à CAF que instalasse baterias elétricas para permitir que o metro pudesse operar sem as catenárias de alimentação, permitindo assim a adaptação a locais mais exigentes em termos arquitetónicos, etc. A inovação tecnológica vai assim permitindo que soluções entretanto realizadas sejam atualizadas e melhoradas.

Por cá, na cidade do conhecimento, com a crónica incapacidade de pensar a região e desenvolver soluções que sirvam as populações, com a incapacidade de decidir e influenciar o poder central, continuamos a esperar que algo com mais de 20 anos, que começou a ser construído há 8 anos e foi alvo de vários estudos de todo o tipo, seja ainda construído. No entanto, os estudos continuam e ninguém faz a menor ideia do que quer exatamente, para que serve o que pretende construir, como vai ser financiado e mantido, mas, essencialmente, em que estratégia de desenvolvimento é este projeto essencial. Com tudo isto gastam-se centenas de milhões de euros, as populações são defraudadas e uma região permanece adiada.

Na verdade, é a qualidade das lideranças que está em causa. De todas as lideranças. Dos que destruíram o que existia. Dos que prometeram e nada fizeram. Dos que foram incapazes de realizar soluções que se adaptem às necessidades e às possibilidades de financiamento. E dos que prometem aquilo que sabem que não podem fazer… todos vendem enganos e ilusões sem nenhum pudor. A região de Coimbra não se atrasou, não perdeu influência e não se degradou por acaso, mas sim porque não tem feito por merecer outra sina. E não merece porque há muitas pessoas a esforçar-se para que isso continue a ser assim.

terça-feira, 16 de maio de 2017

Plano de Mobilidade e Transportes preconiza prolongamento do Metro Sul do Tejo e carreiras fluviais transversais

15/05/2017 - Distrito, Notícias da Região de Setúbal

Plano de Mobilidade e Transportes preconiza prolongamento do Metro Sul do Tejo e carreiras fluviais transversais

Na última quinta-feira, 10 de maio, foi apresentado, no Auditório da Biblioteca Municipal do Barreiro, o Plano de Mobilidade e Transportes Intermunicipal (PMTI), da área de Influência da TTT – Terceira Travessia do Tejo (margem Sul), que abarca cinco municípios do Arco Ribeirinho Sul (ARS) – Barreiro, Sesimbra, Seixal, Palmela e Moita. A sessão contou com a presença do Ministro do Ambiente.

A ambição deste Plano resulta de uma “visão integrada, uma cidade região, uma cidade polinucleada”, só possível alcançar “se apostarmos no equilíbrio das duas margens”, afirmou o Presidente da Câmara Municipal do Barreiro (CMB), defendendo que a “Terceira Travessia do Tejo é um investimento indispensável” e “inevitável”.

De acordo com Carlos Humberto de Carvalho, que reforçou a necessidade de um sistema de bilhética de transportes públicos articulado e “horários adaptados à vida das pessoas”, o estudo apresentado faz uma análise exaustiva à mobilidade e reflete as deficiências “que urge ultrapassar”.

Mais tarde, aos jornalistas, numa sessão em que muito se falou sobre mobilidade, no maior investimento sul-norte – tradicional aposta – e no menor investimento – considerado potenciador – das ligações transversais aos municípios do Arco Ribeirinho Sul, e se enfatizou, neste particular, a extensão da linha do Metro Sul do Tejo e a alternativa da via fluvial, o Presidente do Barreiro não excluiu a hipótese dos TCB alargarem o seu serviço, depois de já o terem prolongado à vizinha Moita. Na mesma sessão foi aventada essa hipótese por representantes de concelhos menos servidos de transportes coletivos.

O PMTI nasceu associado à concretização da TTT, projeto de previsível impacto, e à necessidade de respostas aos desafios da regeneração urbana. Contudo, conforme referiu Maria João Silveira, da empresa de consultoria Figueira de Sousa – Planeamento de Transportes e Mobilidade, as “premissas” passaram a “incertezas cruciais” pelo que houve necessidade de infletir na abrangência do projeto.

Maria João Silveira sublinhou o intenso trabalho de campo realizado, os 2150 inquéritos telefónicos efetuados “à mobilidade da população residente”, a contagens de inquéritos nas estações/apeadeiros e a levantamentos de estacionamento e levantamentos funcionais.

Para uma área alvo de estudo que engloba todas as freguesias do Concelho do Barreiro, as freguesias de Seixal, Arrentela, Aldeia de Paio Pires e Fernão Ferro, no Município do Seixal, Alhos Vedros, Baixa da Banheira, Moita e Vale da Amoreira, no Concelho da Moita, Quinta do Anjo, em Palmela, e Quinta do Conde, em Sesimbra, o Plano, segundo Maria João Silveira, preconiza a aposta no reforço das ligações transversais entre os municípios do ARS, o aumento da atratividade das redes de transportes públicos, o reforço da intermodalidade, aposta no reforço da integração bilhética e tarifária, aposta em medidas de gestão da mobilidade, entre outras linhas de força para um território central na área AML mas de “acessibilidade periférica”.

Na repartição modal das viagens, o Barreiro surge com 27% das suas viagens em transporte coletivo (TP), facto associado à existência de um serviço de TP coletivos, com 60 anos de experiência e com enormes tradições no Concelho.

Foi enfatizado o recurso ao transporte fluvial e a criação de ligações transversais e não apenas no sentido sul-norte. Para os territórios de baixa densidade, “propostas concretas para serviços de transportes flexível”. E avançou-se com o planeamento e criação de uma rede clicável estruturante – “uma verdadeira rede de cerca de 145 km”, com infraestruturas de apoio, com o fomento do transporte de bicicletas nos TP e serviços de bikesharing, algo, também, já feito nos TCB, que disponibilizam bicicletas elétricas integradas na rede de transportes públicos da Cidade do Barreiro.

Maria João Silveira sublinhou que muitos dos municípios estão, já, a concretizar algumas medidas propostas: “Foram evoluindo nas suas ideias”.

Bruno Soares, da Bruno Soares Arquitetos, deu ênfase à visão da “cidade de duas margens”, ao conceito “Arco Ribeirinho Sul”, que representa, disse, mais de 500 mil habitantes, tanto quantos os da cidade de Lisboa. Reforçar as condições de acessibilidade e mobilidade passa pelos corredores transversais, “para nós prioritários”, reforçou.

Mesas redondas

Na sessão realizaram-se duas mesas-redondas, uma com responsáveis das autarquias envolvidas, moderada pelo Diretor da “Transportes em Revista”, José Limão, e uma outra com especialistas, moderada por Correia da Fonseca. Na primeira estiveram, além de Carlos Humberto de Carvalho, os presidentes das câmaras do Seixal, Joaquim Santos, da Moita, Rui Garcia, e Palmela, Álvaro Amaro, e, ainda, o Vereador do Município de Sesimbra, Sérgio Marcelino.

Com José Limão a lançar o debate, referindo a importância do Plano apresentado, Sérgio Marcelino avançou que fica por resolver, “e não depende deste do estudo”, sublinhou, a mobilidade muito reduzida dentro da vila.

Joaquim Santos realçou a importância do Plano que ultrapassa a área/margem estudada e se estende à Área Metropolitana de Lisboa (AML).

Álvaro Amaro defendeu que o estudo contribui para a “coesão social” por via da mobilidade.

Rui Garcia salientou a necessidade de integração dos diversos modos de transportes e operadores, lamentando que estes “têm pouca complementaridade e mais competição”.

Na segunda mesa-redonda, moderada Correia da Fonseca, que registou o “crescimento da automóvel-dependência”, estiveram Sérgio Barroso, Administrador do CEDRU (Centro de Estudos e Desenvolvimento Regional e Urbano), Demétrio Alves, 1º Secretário Metropolitano da AML, João Carvalho – Presidente do Conselho de Administração da AMT (Autoridade da Mobilidade e dos Transportes), e Carlos Mineiro Aires, Bastonário da Ordem dos Engenheiros.

“A Portela [aeroporto] está em vias de esgotar a sua capacidade”, reconheceu Mineiro Aires. Para o Bastonário, a solução complementar do Montijo não é “de futuro”, sendo que, na sua opinião, “a construção de Alcochete obrigará, forçosamente, à construção de uma TTT”.

Para Sérgio Barroso, “o grande desafio que se coloca é como estruturamos este território”, lembrando que as infraestruturas tradicionalmente ponderadas têm sido de amarração margem norte-margem sul. Realçando que está estudado que é na Península de Setúbal onde a exclusão de mobilidade é mais grave, defendeu que o “sistema fluvial” pode contribuir para fortalecer as centralidades ribeirinhas e, além do sentido sul-norte, as ligações fluviais deverão contemplar as transversais.

Estes planos têm uma “fortíssima correlação com os instrumentos de gestão do território”, lembrou Demétrio Alves. “Se não temos um plano bem definido à partida”, “vivemos de soluções pontuais”, “improvisadas”, “vamos sempre caminhando num sentido que não se sabe bem qual é”, disse.

João Carvalho alertou, demonstrando preocupação, para o regime jurídico que estabelece prazos legais – com base em regulamentos comunitários – para os consórcios estarem contratualizados, que será 2 de dezembro de 2019, limite que considerou muito próximo no tempo, tendo em conta as formalidades.

Refletir mais “fluxos” do que “elementos fixos”

Diferenciando o conceito de acessibilidade de mobilidade, o Ministro do Ambiente defendeu a necessidade de se refletir mais nos “fluxos” do que nos “elementos fixos”, considerando a mobilidade “uma peça essencial no estado social”, sendo que, na sua opinião, “a mobilidade, como um todo, reduziu-se”. “No prazo de dez anos vamos ter uma forma de nos deslocarmos muito diferente”, afirmou contudo, otimista, João Pedro Matos Fernandes.

Ao facto de o Barreiro surgir como um dos municípios que tem menor quota de utilização do transporte individual não é alheia a existência dos TCB. “Os TCB é, se quiserem, um case study”, disse.

Os TCB submeteram, recentemente, uma candidatura para a comparticipação na aquisição de 60 novas viaturas de elevada prestação ambiental (movidos a gás). O Ministro demonstrou surpresa ao perceber que se tratava de uma candidatura que visava a substituição integral da frota dos transportes do Barreiro. Sobre esta candidatura adiantou: “Não há qualquer razão para não avançarem com os procedimentos”.

João Pedro Matos Fernandes sublinhou, ainda, no final da sessão acreditar “que o setor da mobilidade é o setor do grande salto nos próximos anos”.