terça-feira, 19 de setembro de 2017

O BRT é essencial para a requalificação urbana do Montijo

18/09/2017 - Diário da Região (Portugal)

Joao Figueiredo
Joao Figueiredo
Engenheiro Civil de Vias de Comunicação e Transportes

O Concelho do Montijo teve um aumento de cerca de 42% da sua população entre os Censos de 1991, em que possuía 36 038 habitantes, para os últimos Censos de 2011 em que registou 51 222 habitantes, o que se explica pela abertura ao trafego da Ponte Vasco da Gama.

É já no próximo ano que esta infraestrutura faz 20 anos, período no qual o Montijo teve a maior expansão urbana de sempre, mas incompreensivelmente o centro da cidade registou o seu maior envelhecimento, degradação e abandono. Hoje é um conjunto habitacional com inúmeros edifícios em ruinas, antigas áreas industriais totalmente obsoletas, e uma frente ribeirinha de vários quilómetros, em que pouco mais é do que um parque de estacionamento.

A falta de uma estratégia municipal de crescimento económico e urbanístico sustentável fez com que os novos habitantes apenas se desloquem entre as suas casas e a Ponte, criando uma cidade sem vida própria, sem centro económico, sem ponto de encontro social, não originando laços na população, não propiciando qualquer sentimento de identidade. No entanto, apesar desta realidade Nuno Canta insiste que o “Montijo é a Cidade Mais Atrativa de Portugal Continental”.

Mas Montijenses, é perfeitamente possível de reverter a degradação urbana da nossa cidade, nomeadamente através das Estratégias de Mobilidade e de Requalificação Urbana que a Coligação Muito Mais Montijo, liderada pelo candidato João Afonso, apresenta no seu Programa Estratégico, que pode ser consultado em www.joaoafonso2017.pt/programa-estrategico. Este Programa teve o suporte técnico de diversos especialistas, que delinearam um plano de requalificação urbana assente num conjunto de investimentos públicos em novos equipamentos para a população. Estes irão localizar-se nas zonas centrais e mais degradas da cidade, como vai ser o caso do BRT e a nova Estação de Mobilidade, o novo Hospital, as novas instalações da Câmara Municipal, e novas áreas de lazer na frente ribeirinha. Este plano segue os mesmos princípios técnicos aplicados à requalificação da zona oriental de Lisboa, em que foram os investimentos públicos que perduraram para lá da Expo 98, como por exemplo a Gare do Oriente e o Metro, que permitiram atrair um enorme conjunto de empresas e moradores para o Parque das Nações.

Neste sentido, o BRT será a espinha dorsal do plano de requalificação urbana do Montijo, em que aproveitando o antigo canal ferroviário, revolucionará as zonas mais degradas e centrais da cidade. O BRT será finalmente a solução que resolverá os problemas de mobilidade e de falta de atratividade do centro do Montijo, resultantes da transferência dos barcos da Transtejo para o Seixalinho. Ao efetuar em 7 minutos uma ligação direta entre o Montijo e os barcos, voltará a permitir em pouco mais de meia hora unir em transportes públicos os Centros de Lisboa e Montijo. Este fator será determinante na valorização do território e das propriedades dos Montijenses, um acelerador na captação de novos moradores e investimentos privados, dando um fortíssimo estímulo à urgentíssima reabilitação urbana do Montijo.

Acresce ainda, que não vale a pena ter ilusões quanto à possibilidade do regresso ao passado dos barcos no Cais dos Vapores, conforme consta do programa eleitoral da CDU. Esta é uma decisão que não compete à Câmara Municipal, mas sim ao Governo. E caso os estudos de impacte ambiental aprovem a construção do novo aeroporto na Base Aérea nº6, jamais o Governo irá decidir nesse sentido.

Pelo que a solução de futuro é o BRT, que será complementado com circuitos mini bus no Montijo, Afonsoeiro, Atalaia, Alto Estanqueiro, Jardia e Sarilhos, um serviço de transporte a pedido para Pegões e Canha, e uma rede de ciclovias no centro da cidade associadas a um novo serviço de bikesharing (rede de bicicletas partilhadas). Além de que é tecnicamente bastante flexível para eventualmente se articular com o novo aeroporto e os comboios no Pinhal Novo.

No passado e presente, Comunistas e Nuno Canta através de sucessivos mandatos autárquicos, já provaram não serem capazes de transformar o Montijo numa terra de futuro. Não podemos perder mais tempo, continuar com mais do mesmo, e voltar a desperdiçar oportunidades históricas como foi o caso da Ponte Vasco da Gama.

Chegou a hora de confiarmos numa nova equipa, tecnicamente habilitada, dinâmica, jovem e cheia de garra para governar a cidade, capaz de devolver o protagonismo ao Montijo construindo uma nova centralidade.

Chegou a hora de querermos mais, muito mais Montijo, dia 1 de Outubro será essencial o seu voto de confiança nas propostas da Coligação Muito Mais Montijo.

Chegou a hora da mudança!

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